Segunda-feira, Setembro 21
Segunda-feira, Novembro 5
OBRA DO METRO - BAIRRO AZUL INTEGRADO NA ESTRUTURA VERDE DA CIDADE | UMA OPORTUNIDADE A NÃO PERDER
Rodeado de grandes equipamentos: El Corte Inglés, Mesquita Central de Lisboa, Clínica dos SAMS - Serviços de Assistência Médico-Social do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Escola Marquesa de Alorna, Reitoria e Faculdades da UNL, Banco Totta/Santander, Banco Popular, Teatro Aberto, hotéis da Av. José Malhoa, etc., o Bairro Azul é percorrido diariamente por milhares de pessoas.
O Bairro Azul é também invadido diariamente por milhares de automóveis que perturbam a vivência do Bairro e destroem a qualidade de vida de todos quantos aqui vivem.
O Bairro Azul tem na sua periferia dois dos mais belos jardins da cidade - o Parque da Fundação Gulbenkian e o Jardim Amália Rodrigues - e outros, menos conhecidos, casos do jardim do Palacete Leitão (SAMS) e do jardim do Palacete Ventura Terra/Mendonça (UNL), este último classificado e incluído no projectado e tão desejado “Corredor Verde”. No entanto, grandes eixos viários de difícil atravessamento pedonal (Av. António Augusto de Aguiar e Rua Marquês de Fronteira) isolam o Bairro desses espaços.
Está neste momento a decorrer no Bairro Azul uma grande obra do Metropolitano de Lisboa E.P., co-financiada pela Comunidade Europeia. O projecto de requalificação urbanística/paisagística de toda a área da frente do Bairro, desde a Av. António Augusto de Aguiar até à Rua Marquês da Fronteira (Palacete Ventura Terra/Mendonça), é da responsabilidade desta empresa pública.
A presente oportunidade deve ser aproveitada pela Câmara Municipal de Lisboa para repensar o futuro do Bairro e a sua vocação actual num contexto mais global. O projecto de requalificação urbanística/paisagística que for aprovado deverá valorizar não só o Bairro mas toda aquela zona da cidade.
Por uma questão de coerência de critérios, há muito que a Comissão de Moradores do Bairro Azul solicitou ao Metropolitano de Lisboa E.P. que esse projecto fosse elaborado pela equipa do Arq. Ribeiro Telles, a mesma que projectou o Parque Gulbenkian, o Jardim Amália Rodrigues e o “Corredor Verde”.
Liberto do trânsito automóvel excessivo, o Bairro Azul deverá ser um espaço eminentemente pedonal, um espaço de pausa para os milhares de visitantes que todos os dias o cruzam, integrado na estrutura verde da cidade, através da criação de trajectos com condições de conforto e segurança que façam a ligação a todos os jardins que o rodeiam.
Aproveitando a oportunidade criada por esta grande obra do Metropolitano de Lisboa E.P., cuja conclusão está prevista para o final de 2008, a Câmara Municipal de Lisboa e o Metropolitano de Lisboa E.P. darão nova vida a um bairro residencial com valor patrimonial e valorizarão de forma significativa a estrutura verde da cidade.
P´la Comissão de Moradores do Bairro Azul Ana Alves de Sousa / Edgard Piló
Sábado, Janeiro 27
Que cidade queremos?
Parece ter virado moda: de cada vez que em Portugal um promotor imobiliário pretende fazer aprovar um projecto que não "cabe" no Plano Director Municipal (PDM) - em razão da altura das cérceas, da excessiva densidade de construção, ou de ambas -, entrega-o a um nome sonante da arquitectura para melhor o fazer "passar": é o que está a acontecer mais uma vez com os projectos de Norman Forster para Santos e de Ricardo Bofill para as Picoas, em Lisboa, apresentados com a aura de "arquitectura de autor" - como se toda a restante arquitectura não tivesse autor e como se tal cunho bastasse para autorizar, a priori, toda e qualquer obra sua.
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Segunda-feira, Janeiro 8
Aumentos e diminuiçoes
Boas e más noticias para o Bairro Azul, tendo em conta os problemas do Bairro, nomeadamente o excesso de transito e poluição, e a perda de condições de habitabilidade e estacionamento
- no DN ( Susana Leitão )A nova tabela de preços para todas as zonas de estacionamento à superfície tarifado (parquímetros) de Lisboa entra hoje em vigor. Apesar de o novo regime já ter sido ontem aplicado a algumas áreas da capital, como é o exemplo da Rua de Campolide. Assim, quatro horas, tempo máximo de permanência no lugar, passam a custar cinco euros, equivalente a um aumento, em alguns casos, a 100%.
A equipa de fiscalização foi também reforçada com mais 50 fiscais da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), actualmente ainda em formação. O objectivo é que no próximo dia 15 de Fevereiro esteja tudo a postos para que estes agentes possam começar a multar e rebocar os veículos estacionados em cima dos passeios e em segunda fila.
A actualização de tarifários - aprovada a 23 de Outubro de 2006 em plenário da Assembleia Municipal - dita que a cobrança seja feita ao minuto, após o primeiro quarto de hora, tal como já acontece nos parques de estacionamento daquela empresa municipal. O sistema foi uniformizado deixando de existir um tarifário de duas tabelas para o estacionamento à superfície. Até hoje, a cidade dividia-se em dois escalões: o A, correspondente ao eixo central, mais caro e com um tempo máximo de permanência de três horas (dois euros), e o B, que abrangia a área periférica, e cujo preço para quatro horas era de 2,50 euros.
Aumentos
Assim, os 15 minutos iniciais têm a partir de hoje um custo de 25 cêntimos (ver infografia). O preço vai-se agravando consoante o tempo de permanência, atingindo um máximo de cinco euros, por quatro horas. Contas feitas, e tendo como exemplo oito horas de estacionamento na Avenida da Liberdade, o custo ao final do mês é de, pelo menos, 220 euros (22 dias úteis).
É o custo da utilização do espaço público, até porque "o espaço ocupado por um automóvel tem um preço e uma conservação", explicou ao DN Marina Ferreira, vereadora da Mobilidade. Numa altura em que o estacionamento praticado na capital é caótico, a actualização do regime regulador da tarifa, que não era feita há 12 anos, tem o objectivo de "condicionar fortemente o número de automóveis no interior da cidade", sublinhou a também presidente da EMEL. A autarca sublinha que este aumento de tarifas visa "promover uma melhor organização do espaço público urbano que queremos que seja utilizado por residentes e utilizações de curta duração". Até porque, frisa, "o estacionamento de longa duração deve ser feito em parques de estacionamento".
Quanto aos aumentos, Marina Ferreira explica que os novos preços foram calculados com base num estudo comparativo entre os preços dos parques de estacionamento e dos transportes públicos. "Chegámos à conclusão de que o estacionamento à superfície era mais barato e portanto quisemos inverter essa tendência". Mas, apesar dos aumentos, Lisboa continua a ser uma das cidades europeias com o estacionamento à superfície mais barato. Em Londres, uma hora de estacionamento custa cerca de sete euros.
Multas
As coimas para quem exceder o tempo de estacionamento permitido ou não possuir ticket são as estipuladas no Código da Estrada. Segundo o artigo 50, a multa pode ir dos 30 aos 150 euros. Se o pagamento for voluntário a coima aplicada será sempre referente ao valor mínimo e sem acréscimo de custas. Se o infractor decidir não pagar a decisão caberá à Direcção-Geral de Viação.
À coima acrescem, se for caso disso, as despesas inerentes ao bloqueamento, remoção e depósito em parque da viatura (ver infografia). O desbloqueamento da viatura (ligeiro) tem um custo de 30 euros, caso seja rebocada acrescem 50 euros e por cada 24 horas no parque o condutor paga dez euros. Mais. Se o reboque já se encontrar no local será cobrada a taxa de remoção mesmo que a operação não se inicie. Os preços em vigor estão regulamentados pela Portaria n.º 1424/2001 de 13 de Dezembro.
Fiscalização
É já a partir de dia 15 de Fevereiro que os fiscais da EMEL passam a poder multar e rebocar viaturas estacionadas ilegalmente. Para já, a prioridade vai para os carros parados em segunda fila, em cima do passeio e em lugares reservados a deficientes junto às zonas tarifadas. Durante o ano o sistema será aplicado a toda a cidade. "É inaceitável que quem fiscaliza o estacionamento tarifado não fiscalize também o em segunda fila ou em cima do passeio", diz a presidente da EMEL. Quanto às multas, estipuladas no Código da Estrada, terão o mesmo valor judicial que uma coima da PSP.
Sexta-feira, Dezembro 1
Bairro Azul - ainda a Ramalho Ortigão…
Porque é urgente humanizar a cidadeEm Outubro de 2003 a Comissão de Moradores do Bairro Azul solicitou à CML que fosse efectuada uma vistoria técnica ao Viaduto da Rua Ramalho Ortigão. Esse pedido baseou-se na constatação da sua degradação por parte de moradores que o atravessam diariamente a pé. Verificou-se que a reparação era, efectivamente, necessária e urgente.
A partir dessa data, a Comissão de Moradores do Bairro Azul passou a insistir junto da CML para que o viaduto da Ramalho Ortigão - projecto do Eng.º Edgar Cardoso, com vistas privilegiadas para a Praça de Espanha e Aqueduto das Águas Livres – fosse alvo de especial atenção e ainda, para que as obras do viaduto decorressem em simultâneo com uma intervenção na Rua Ramalho Ortigão destinada a melhorar as condições de vida nessa rua.
Em 2005 o viaduto foi reparado e nada do que tinha sido pedido aconteceu: não só não houve qualquer cuidado em amenizar o percurso a pé pelo viaduto (pensando, designadamente, nas centenas de turistas que se alojam nos hotéis da Av. José Malhoa e que se dirigem a pé para a Mesquita, Fundação Gulbenkian, El Corte Inglês, Parque Eduardo VII, etc.), como, em relação à Rua Ramalho Ortigão, também nada foi feito, nos cerca de oito meses em que o viaduto esteve fechado ao trânsito.
A criação de percursos pedonais; de uma rotunda em frente ao Banco Popular (possibilitando a descida para a Praça de Espanha); a diminuição do número de faixas de rodagem (actualmente quatro); o alargamento dos passeios com plantação de árvores; mais passagens para peões; mais segurança nas passadeiras; a redução da velocidade máxima permitida nos Bairros Residenciais…eram algumas das medidas há muito reclamadas.
Em abaixo assinado que circulou no Bairro, e que foi também entregue à CML, voltou a insistir-se na necessidade de ser devolvida a qualidade de vida a esta rua de um Bairro Residencial, actualmente extremamente perigosa para os peões, na sua maioria idosos, e com enorme poluição do ar e sonora.
Face às notícias recentemente surgidas sobre a intenção de se reduzir a velocidade em alguns bairros de Lisboa, a Comissão de Moradores do Bairro Azul chamou a atenção da CML para o facto de estar neste momento a ser elaborado o Plano de Pormenor da Praça de Espanha – Av. José Malhoa, cuja área de intervenção inclui também o Bairro Azul, esperando-se, por isso, que o plano dê corpo a esta medida, através de um desenho urbano adequado.
É urgente humanizar a cidade. Soluções há muito testadas em outras cidades poderão e deverão ser implementadas nas nossas ruas, nos nossos Bairros. Haja vontade política para o fazer.
Comissão de Moradores do Bairro Azul
Quarta-feira, Novembro 8
Reuniao de moradores a 17 de Novembro | Convite
Bairro Azul | Que Futuro?Atravessar a rua sem medo
Andar de triciclo e jogar à bola nos passeios
Descarregar o carro sem ser insultado
Abrir as janelas para “arejar” a casa, sem receio da poluição
Ouvir os pássaros nas árvores do Bairro
Sair à noite para tomar um café e dar “dois dedos de conversa” com os vizinhos…
Comportamentos e privilégios do passado?
No próximo dia 17 de Novembro, sexta-feira, das 18:00 às 20:00 horas, no participe no debate que lhe propomos sobre o Futuro no Bairro Azul.
Mário Alves, engenheiro, Consultor de Transportes e Gestão de Mobilidade, aceitou o convite para nos falar sobre os peões, os transportes públicos e “as causas comuns”…
Participe | Restaurante Jardim das Saladas - Ramalho Ortigão 9 | 17 de Novembro, sexta-feira, das 18:00 às 20:00 horas
Segunda-feira, Outubro 30
"Zonas 30"
Ana Henriques | Publico de 30 de Outubro 2006
Alguns bairros residenciais de Lisboa vão ver limitada a um máximo de 30 quilómetros por hora a velocidade de circulação automóvel.
Aplicada em várias cidades europeias, a medida destina-se a reduzir os atropelamentos e a fomentar a vida de bairro, ao mesmo tempo que melhora a qualidade ambiental, quer do ponto de vista da poluição do ar, quer da poluição sonora.
Em Lisboa, a redução da velocidade dos 50 para 30 quilómetros horários não deverá ir para a frente antes do ano que vem, não tendo a autarquia divulgado ainda em que bairros pretende iniciar a experiência. Campo de Ourique poderá ser um deles, o Bairro de S. Miguel, em Alvalade, outro. Os moradores do Bairro Azul há já algum tempo que pediram que a circulação fosse ali limitada aos 30 quilómetros horários.
O presidente da Junta de Freguesia do Santo Condestável, o social-democrata Luís Filipe Graça Gonçalves, não vê utilidade na aplicação da medida em Campo de Ourique: "Ninguém consegue andar aqui a mais de 30 quilómetros por hora, graças aos cruzamentos", explica. "Temos uma taxa de atropelamentos muito baixa. Mesmo na principal artéria do bairro, a Rua Ferreira Borges, a circulação automóvel é controlada pelos semáforos."
O presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), Manuel João Ramos, mostra-se moderadamente optimista, por temer que tudo não passe de uma "medida simbólica", perdendo-se assim a oportunidade de levar por diante algo que considera essencial quer para a redução da sinistralidade rodoviária, quer para o repovoamento da cidade, por via da melhoria da qualidade de vida dos habitantes. Há que levar em linha de conta as vantagens para o comércio tradicional, faz notar, uma vez que se torna mais aprazível passear nas zonas condicionadas - o que pode conduzir a uma revitalização dos próprios bairros.
"A redução da velocidade potencia o uso da bicicleta e da motorizada", refere Manuel João Ramos, ao mesmo tempo que defende que a medida seja estendida a vários bairros da cidade onde a função comercial tem um papel importante - as Avenidas Novas, por exemplo - e ao casco antigo.
"Portugal é provavelmente o único país da Europa onde ainda não há zonas 30", observa, numa referência à designação por que são conhecidas as áreas condicionadas. "54 por cento das vezes os atropelamentos a 50 km/hora resultam na morte do peão."
O presidente da ACA-M explica que não basta pôr sinalização vertical à entrada dos bairros escolhidos para conseguir que os automobilistas baixem a velocidade. "Se puserem lá só o sinal é o mesmo que nada. Há que introduzir medidas de acalmia do tráfego, como elevar o pavimento à entrada da zona condicionada. Mas com a falta de dinheiro para obras que há na Câmara de Lisboa e a cultura que prevalece no departamento de tráfego da autarquia...".
Quinta-feira, Setembro 28
RRO em "espinha"
RRO no dia europeu sem carros ... 22/09/06: um grupo de moradores da rua apelou à mudança de hábitos de estacionamento, e muitos responderam estacionando em espinha, ao longo de 3 dias. Com alguma benevolência e passividade das "autoridades"...
E que autoridade pode ter, CML, PSP, GC, e quem mais permite que toda uma rua de um bairro no centro da cidade, muitos idosos, muitas familias, seja um prolongamento da IC19, 4 faixas, e muita recta para acelerar?

R.Ortigão nos anos cinquenta, sem hábitos de estacionamento
Sexta-feira, Setembro 22
Aprender a caminhar
Aprender a caminhar, conhecendo os percursos e o tempo gasto, as calorias queimadas, o monóxido que reduzimos. O encorajamento e orientação de que todos necessitamos, oferecido aos londrinos.Consultar aqui
Quinta-feira, Junho 1
Mercearia com 70 anos ameaçada?

Tecnicos das Actividades Económicas obrigam a remodelação de Mercearia com 70 anos, e à remoção destas estruturas em madeira originais por novas, em aluminios e vidro? Este estabelecimento é local de encontro de moradores e ponto de paragem para muitos turistas que ao passar descobrem surpreendidos a beleza do interior.
Não será possível uma remodelação que preserve e valorize este espaço único?
Quarta-feira, Maio 3
Portagem à entrada de Lisboa divide especialistas
A introdução de uma portagem à entrada dos veículos em Lisboa divide as opiniões de especialistas em transportes e urbanismo e de ambientalistas: para uns, esta não é uma medida prioritária, enquanto outros acreditam ser «inevitável».
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Terça-feira, Abril 25
Segunda-feira, Abril 24
Quercus atenta aos problemas do bairro
"Os moradores deste bairro lisboeta, propuseram num abaixo-assinado enviado à Câmara Municipal de Lisboa, a criação de percursos pedonais e a plantação de espécimenes vegetais, na Rua Ramalho Ortigão que recentemente foi reaberta ao trânsito. Os moradores querem ver devolvida a qualidade de vida nesta via do bairro."
Obrigado Quercus
Sábado, Abril 1
A Política ambígua da CML para a R. Ramalho Ortigão
Por um lado a CML faz questão de "gritar" para a comunicação social que está empenhada em trazer a população de volta para o centro da cidade, revitalizando e humanizando o centro urbano, mas por outro continua a insistir em sulcar os bairros de Lisboa com autênticas vias-rápidas, como é o que acontece com a Rua Ramalho Ortigão, no Bairro Azul.
Como se isso não bastasse, reabriu o Viaduto sem os arranjos necessários e reduziu os passeios a 80 cm . Isto apesar das propostas dos moradores para reduzir as duas faixas actuais para uma única com lombas permitindo o alargamento dos passeios e plantação de árvores, e dos inúmeros atropelos diários ao Código da Estrada, sendo a passadeira existente completamente opcional para quem acelera.
E não contente com isso a CML pretende agora encerrar a Garagem Glória , estabelecimento que, bem (do ponto de vista logístico) ou mal (do ponto de vista ambiental), serve o Bairro Azul há mais de 70 anos e faz parte da rede de comércio de proximidade que existe neste bairro de Lisboa.
A tentativa da CML fechar a Garagem Glória prende-se com a intenção em abrir uma 3ª faixa de rodagem na Avenida António Augusto Aguiar (sentido Praça de Espanha-Fontes Pereira de Mello no troço entre a Rua Ramalho Ortigão e Rua Marquês da Fronteira) , aumentando ainda mais a apetência dos condutores pela "via rápida" Ramalho Ortigão, desconsiderando peões e moradores , e contrariando a vontade dos moradores, em verem reduzidas as faixas de rodagem na Rua Ramalho Ortigão, expressa em abaixo-assinado.
Ana Santos e Ricardo Messias/ Obrigado Forum Cidadania
Silêncio do Metro – o que se vai passar na frente do Bairro Azul?

A proposito de auto-estradas e ambiente na cidade, ver A Morte da Cidade, graças ao Tiago Figueiredo, da Alta de Lisboa
Sexta-feira, Março 17
Tragam a " SNIF"
Anda por aí uma equipa da Faculdade de Ciências (U.Nova) a fazer medições de indices de poluição na cidade.Pois bem vindos. Venham até à António Augusto de Aguiar, zona do El Corte, onde circulam, a pé, largos milhares de pessoas todos os dias.
Ficaríamos alarmados?
Poluentes - Alguns dos principais efeitos dos poluentes englobados no índice de qualidade do ar (Fonte: www.qualar.org )
Monóxido de Carbono - Inibe a capacidade do sangue em trocar oxigénio com os tecidos vitais, podendo em concentrações extremas provocar morte por envenenamento - afecta principalmente o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Concentrações mais baixas são susceptíveis de gerar problemas cardio-vasculares em doentes coronários (p.ex. casos de angina de peito); concentrações elevadas são susceptíveis de criar tonturas, dores de cabeça e fadiga.
Dióxido de Azoto - Altas concentrações podem provocar problemas do foro respiratório, especialmente em crianças, tais como doenças respiratórias (asma ou tosse convulsa). Doentes com asma podem também sofrer dificuldades respiratórias adicionais com estes elevados teores. É um poluente acidificante, envolvido em fenómenos como as chuvas ácidas (felizmente têm pouca expressão no nosso país), as quais acidificam os meios naturais (p.ex. as águas de lagos) e atacam quimicamente algumas estruturas, p.ex. materiais metálicos (corrosão), bem como tecidos vegetais
Dióxido de Enxofre - Altas concentrações podem provocar problemas no tracto respiratório, especialmente em grupos sensíveis como asmáticos. É um poluente acidificante, contribuindo para fenómenos como as chuvas ácidas que têm como consequência a acidificação dos meios naturais (p.ex. lagos) ou a corrosão de materiais metálicos
Ozono- É um poderoso oxidante, o que se reflecte nos ecossistemas, nos materiais e na saúde humana. Pode irritar o tracto respiratório, já que o oxida, podendo provocar dificuldades respiratórias (p.ex. impossibilidade de respirar fundo, inflamações brônquicas ou tosse). É o principal constituinte do smog fotoquímico, o qual é frequentemente associado a diversos sintomas (ver mais informações) particularmente em grupos sensíveis como crianças, doentes cardiovasculares e/ou do foro respiratório e idosos. É, frequentemente, apontado como o principal responsável por perdas agrícolas e danos na vegetação, existindo espécies particularmente sensíveis ao seu efeito tal como o Pinus Alepensis (espécie de pinheiro existente, p.ex., na Serra da Arrábida).
Partículas -São um dos principais poluentes em termos de efeitos na saúde humana, particularmente as partículas de menor dimensão que são inaláveis, penetrando no sistema respiratório e danificando-o. Têm-se caracterizado por serem, pretensamente, responsáveis pelo aumento de doenças respiratórias (p.ex. o aumento da incidência de bronquite asmática). Podem ser responsáveis pela diminuição da troca gasosa em espécies vegetais, nomeadamente através do bloqueamento de estomas. Danificam igualmente o património construído, especialmente tintas
Sábado, Fevereiro 11
Viaduto: abertura aos peoes

Prometida a abertura do viaduto Eng. Edgar Cardoso, na Ramalho Ortigão, a partir do fim-de-semana de 11 e 12 de Fevereiro. Hoje sábado, 11, era assim a meio da tarde:
Os passeios terão sido alargados e melhorados? O melhoramento das condições de atravessamento tem sido uma das sugestões da CM do Bairro.

O viaduto permite uma das vistas mais previlegiadas para o Aqueduto das Águas Livres, o que aconselharia algum destaque na infraestrutura em causa.

E as gentes da Ramalho Ortigão? Preparados para uma inundação de trânsito e poluição?
Sexta-feira, Janeiro 20
Domingo, Janeiro 1
Que mais se pode fazer?
OBRIGADO CARÍSSIMOS VIZINHOS PROPRIETÁRIOS DE CÃES. As ruas não seriam tão divertidas sem o vosso contributo. Também que mais se pode fazer nestes passeios sem esplanadas, ou outras formas de animação social?
Pobre Rua aqui e aqui
A lógica do Motocão/ in Público Local - 03/01/06
Existem leis que ninguém cumpre e, estranhamente, a CML não se preocupa em fazê-las cumprir. Pelo contrário, arranja alternativas (?) que todos pagamos e que desculpabilizam os infractores. Um bom exemplo é a questão dos milhares de pilaretes que poluem a cidade: é proibido estacionar em cima do passeio mas, em vez de se fazer respeitar a lei, mandam-se plantar pilaretes (pagos por todos nós), de todas as formas e feitios, tornando a cidade cada vez mais feia e hostil.
Dentro da mesma lógica, surgiram recentemente os extraordinários Motocães. Depois de milhares de contos gastos em campanhas publicitárias onde se apelava ao civismo, voltamos à estaca zero: quem cumpria a lei e apanhava os dejectos do seu cão, deixou de o fazer. Para quê apanhar a merda do cão se a CML oferece um serviço de merdo-aspiração (pago por todos nós), com funcionário encartado (pago por todos nós), que os liberta desse dever básico? À espera que o Motocão passe, a cidade assemelha-se, cada vez mais, a uma imunda retrete pública!
Neste início do ano pedimos à CML que aspire mais alto, que esqueça de vez a “lógica do Motocão”, que apele ao civismo, que mobilize os cidadãos e que faça cumprir as leis!
Ana Alves de Sousa
Moradora no Bairro Azul
Sexta-feira, Dezembro 23
PLATANOS ABATIDOS
Plátanos da entrada do Bairro Azul - provávelmente as únicas sobreviventes em toda a Av. António Augusto de Aguiar, em direcção à P. de Espanha - vão continuar de luto !Publico Online
"Moradores do Bairro Azul e a junta de Freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, pretendem impedir o eventual derrube de três plátanos, previsto pelas obras de prolongamento da linha vermelha do Metropolitano.
Os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovaram ontem uma moção subscrita pelo presidente da junta de freguesia, Nelson Antunes (PSD), que pede à autarquia lisboeta que "não autorize que o Metropolitano de Lisboa possa abater os plátanos", situados no cruzamento da rua Marquês da Fronteira com as avenidas António Augusto de Aguiar e Ressano Garcia.
"A pretensão do Metropolitano de Lisboa é derrubá-los. Estão num local de passagem, de convívio e de encontros", sublinha Nelson Antunes, na proposta.
Na opinião do presidente da freguesia, numa altura em que está a decorrer a revisão do Plano Director Municipal, o plano de pormenor da Praça de Espanha e Avenida José Malhoa, o projecto urbano campus de Campolide e a classificação de bem cultural como conjunto de interesse municipal do Bairro Azul, "será de todo inqualificável que qualquer obra possa pôr em causa a frente" deste bairro.
O presidente do Metro, Mineiro Aires, esclareceu que ainda não há uma decisão sobre este assunto e explicou que está previsto que passe um túnel sob a zona onde se localizam os plátanos.*"Ou se abatem ou morrerão",* afirmou o responsável, garantindo que a questão "está a ser analisada internamente e com a Câmara e a junta de freguesia", para tentar encontrar soluções alternativas.
A Comissão de Moradores SOS Bairro Azul está a promover um abaixo-assinado, que já recolheu cerca de 400 assinaturas, contra o derrube dos plátanos.
No documento, os moradores sublinham que as árvores estão "em bom estado fitossanitário e funcionam para o bairro como uma barreira de protecção da intensa poluição atmosférica e sonora".
Caso não seja possível evitar o abate das árvores, a comissão defende que seja previsto um projecto de reflorestação após as obras, "para que aquela zona não fique depois uma terra de ninguém", disse Ana Alves Sousa, do movimento de residentes do Bairro Azul.
Mineiro Aires frisou que a empresa "não é insensível" e procura sempre "as soluções que causem menor impacto ambiental", mas o presidente da empresa considerou que "estas obras implicam sacrifícios".
O responsável sublinhou que a obra se desenvolve ao longo de vários quilómetros, pelo que não é "de crer que não haja impactos ou algumas implicações".
O presidente do Metro adiantou que, caso não haja solução, serão adoptadas "medidas de compensação".
Segunda-feira, Dezembro 19
Ser peão em Lisboa ...
1 Cruzamento Av. A.A.Aguiar - Rua Marquês de Fronteira.
Existia aí uma passadeira que foi apagada e um sinal que foi retirado. Há anos que vimos pedindo à CML para repintar a passadeira e recolocar o sinal. Junto a uma das maiores superfícies comerciais da Europa e a um bairro com uma população muito envelhecida, as pessoas nunca deixaram de atravessar a rua neste local, agora sem qualquer protecção. Os atropelamentos são frequentes.
Situação denunciada em: http://transitestacionbazul.blogspot.com/
2 Entroncamento Av. A.A.Aguiar - Rua Ramalho Ortigão
Situação extremamente perigosa já que se atravessa a Av. A.A.Aguiar a dois tempos. Os peões, nomeadamente dezenas de crianças que frequentam os infantários da zona e se deslocam com frequência aos jardins da Fundação Gulbenkian, ficam na pequena “ilha” completamente desprotegidos, enquanto os carros circulam em ambos os sentidos a altas velocidades. Esta situação foi também já por diversas vezes referida à CML. Os acidentes nesta local são também frequentes.
Situação denunciada em: http://transitestacionbazul.blogspot.com/
3 Entroncamento Av.A.A.Aguiar – Rua Henrique Alves
Não existe neste local passagem de peões. No entanto, dezenas de pessoas atravessam aqui, porque a entrada para o jardim da Fundação Gulbenkian é mesmo em frente. Pensamos que é também urgente criar aqui um ponto de atravessamento seguro.
Como se tem visto, a inacção da CML tem consequências, por vezes terríveis. É urgente evitar que mais dramas se repitam.
Ana Alves de Sousa
Sexta-feira, Dezembro 9
Segunda-feira, Novembro 28
Premio Nobel viveu na Ramalho Ortigao


No âmbito da comemoração dos 60 anos da atribuição do Prémio Nobel da Literatura à poetisa chilena Gabriela Mistral, decorreu a 29 de Novembro, pelas 11.00 horas, no n. 11 da Rua Ramalho Ortigão (Bairro Azul), uma cerimónia em que se descerrou placa evocativa do local onde habitou a escritora sul americana, cônsul do Chile em Lisboa, entre 1935 e 1939. A Comissão de Moradores esteve presente, e convidou representantes da Escola Marquesa de Alorna e do Teatro Aberto.
"La época vivida en Lisboa es, para Gabriela, feliz, tranquila y de gran producción. En suelo lusitano escribe la serie de poemas llamada «Saudade», que aparecerá incluida más tarde en su libro Tala. Dicta conferencias y colabora en las principales publicaciones portuguesas. Estalla la guerra civil española, acontecimiento que la golpea profundamente. Se desplaza a París para formar parte de las reuniones del comité de publicaciones de la Colección Clásicos Iberoamericanos."
"Neste Portugal encontrei paz, tendo um ano de felicidade, nada menos que felicidade", lê-se na placa evocativa descerrada ontem no prédio com o número 11 da Rua Ramalho Ortigão, no Bairro Azul, em Lisboa.
Se voltasse hoje a Lisboa e à sua casa no Bairro Azul, o que sentiria Gabriela Mistral ao ver a sua rua, a Ramalho Ortigão, transformada em auto-estrada?
Domingo, Novembro 27
Sábado, Novembro 19
Abaixo Assinado

A Comissão de Moradores promove actualmente um Abaixo Assinado favorável à reabilitação da Rua Ramalho Ortigão, há decadas sacrificada ao atravessamento de transito. Este documento encontra-se disponível para assinar na Mercearia Ideal, nº 17 da R.Ortigão.
Para Assinar pressione aqui
Segunda-feira, Outubro 17
Ramalho Ortigao
Na década de setenta, a ramalho ortigão sofreu a transformação que agora lhe conhecemos: uma rua de um bairro tradicional, é desventrada, e transformada num atravessamento para os automóveis que entram e saem da cidade. Circula-se a velocidades que resultam em atropelamentos e sustos, as pessoas atravessam a rua amedrontadas, crianças e idosos em risco particular.
Em 2003, com as limitações ao transito no viaduto Duarte Pacheco e no bairro azul (que excluiram a ramalho ortigão), os níveis de poluição aumentaram drásticamente. A rua ficou ainda mais "estrada", os habitantes e o bairro mais ameaçados. Um bairro que, pela sua história e património, devia ser exemplar, preservado de atentados deste género.
Relancemos um olhar, mais atento, para a imagem da RO (pressionando para a aumentar): ausência de árvores, de comércio, peões espartilhados entre parede e automóveis em passeios reduzidos, varridos por uma "auto-estrada" de 4 faixas, para acelerar ....
Observe-se nestas duas fotos, a título de exemplo, uma rua, talvez com as dimensões da RO, num bairro de Amsterdão. Convite a fruir o passeio, viver a rua e o seu comércio, sem excluir o automóvel. Vive-se a cidade. E dá que pensar.
Sexta-feira, Outubro 7
Atravessar a Av. AAA

Pobres de nós, e em particular as crianças, que frequentemente ali têm que atravessar ... entre automóveis apressados e sem sequer um passeio ...
Filipe de Faria said...
É de facto uma situação que requer intervenção urgente. Ficar no meio de duas faixas com trânsito em alta velocidade no vértice de uma bifurcação e sem qualquer protecção é assustador. E é uma passagem que muitas crianças utilizam porque dá acesso ao Jardim Gulbenkian. Já alertei a Comissão de Moradores do BA que está atenta e pedi intervenção à JF de S. Sebastião que remeteu pedido para a CML. A meu ver são urgentes duas medidas: (1) regular os semáforos de forma a permitir a passagem de uma só vez e (2) instalar meios de protecção (sólidos) na plataforma central.
Filipe de Faria said...Caros Vizinhos,
Esta foto foi tirada esta manhã. Um automóvel que descia a Av. AAA terá embatido no semáforo que ficou tombado e projectou a parte superior. Provavelmente terá ele próprio galgado a plataforma central onde os infelizes peões têm de “estacionar” à espera de poder passar. Não sei se estava lá alguém na altura do acidente. Espero que não...
Acho que a foto é impressionante e merece ser utilizada.
Quinta-feira, Outubro 6
Abandono
Junto a uma das maiores superfícies comerciais da Europa são assim as ruas do nosso Bairro.Lembro-me, nos anos 60/70, que havia sempre gente nas ruas: sai-se para tomar café, ver as montras das boutiques ou simplesmente para dar uma volta higiénica pelo Bairro a seguir ao jantar. Depois rasgou-se a Ramalho Ortigão. Os carros invadiram o Bairro. Os assaltos aumentaram. As montras das lojas esconderam-se atrás das grades. O Bairro amedrontou-se. Envelheceu. Hoje, são raros os que se atrevem a passear à noite pelas ruas do nosso Bairro que ficam assim: tristes, desertas e abandonadas. Até quando?
Ana Alves de Sousa
Movimento Moradores Associados de Lisboa
Visite o novo Blogue, conheça resumos dos encontros aqui, bem como etapas futuras, e participe.
Segunda-feira, Outubro 3
Bairro Azul sem residentes ....

Lê-se no Correio da Manhã (online) de 02 de Outubro:
"A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, cancelou ontem a acção de campanha prevista para o Bairro Azul, por falta de residentes, transferindo a iniciativa para junto ao rio Tejo, próximo do restaurante Vela Latina, em Belém.
Que pensar desta noticia?
Tiago said... o que a comissão de campanha da Fátima Felgueiras anda a fazer pelo esclarecimento dos eleitores, dando boletins de voto para as pessoas "ensaiarem" o voto no XVII, percebe-se como a Democracia está cada vez mais vazia e desvirtuada de causas.
Outubro 05, 2005 2:01 AM
Domingo, Outubro 2
Sexta-feira, Setembro 30
(In)segurança no Bairro
Ler no Expresso online aqui
Quinta-feira, Setembro 29
Voar baixinho ...
Quando ouvimos dirigentes politicos defender que o Aeroporto deve ficar na Portela por razões turisticas e económicas - que Lisboa perde competitividade face a outras capitais turisticas se tiver um aeroporto a 40 km da cidade, e a transportadora portuguesa perde isto e aquilo - pobres de nós, e de Lisboa, que não pode afirmar o seu charme e atractividade senão pela conforto que oferece aos turistas na viagem, vendendo-se tão barata, e expondo habitantes e visitantes a niveis de ruído e de stress elevados e quotidianos. Economistas e afins deveriam tambem aprender a apresentar os custos para a saude, produtividade e bem estar - a probabilidade de um avião cair é mínima, mas todos os dias, mais do que uma vez, imaginamos uma queda e a catástrofe associada. E ver os problemas e contextos não apenas como são, mas como virão a ser.
Entretanto, consolamo-nos a ver os turistas, e os aviões a passar .... voando baixinho.
At Outubro 03, 2005 1:55 PM, Filipe de Faria said…
O nosso Bairro é vítima presente do ruído e potencial vítima de acidente mas, como diz o Anibal, são factores que não entram nas cogitações dos decisores. A propósito disto, não era suposto não haver aviões durante algumas horas durante a noite ? Se existe alguma restrição deste tipo, estará a ser cumprida ?
Terça-feira, Setembro 27
Segunda-feira, Setembro 26
Parques Dissuasores
Ler noticia pressionando este titulo
Sexta-feira, Setembro 16
Candidatos descontrolados
"Ordinário", desabafou Carmona Rodrigues, dirigindo-se ao ex-ministro da Cultura de António Guterres que, entretanto, lhe tinha voltado as costas.
in Publico online, 16/09/05
Surpreendente que um candidato que durante o debate esteve sempre ao ataque, recorrendo a um estilo - já demonstrado em outros debates - agressivo, provocatório e cínico, criticando e desrespeitando de forma pouco elegante o seu adversário político, acabe mostrando-se ofendido e sentido, e vitimizando-se. Como uma criança que ataca e provoca no recreio, mas que ao primeiro desaire corre a fazer queixa à professora.
Desespero perante as dificuldades, tentativa de criar um facto político para dele tirar dividentos eleitorais? A política tem que ser feita com instrumentos tão teatrais e desonestos? Ou Maria Carrilho é mesmo hiper-sensível e irritável?
Perde o debate, perdem os politicos, perde Lisboa
"Muita defesa do indefensável Carrilho se lê nos jornais! Como, se ele é atacado? Simples: há uma linha clássica de defesa quando se comete uma asneira grossa e tão evidente que não vale a pena escondê-la, que é meter tudo no mesmo saco e dizer que todos cometeram asneiras." (PP, Abrupto)
Candidatos na Rede: para comparar estilos:
Segunda-feira, Setembro 5
Sá Fernandes/ Carrilho
Debate que a imprensa não viu?
Sexta-feira, Agosto 19
A perspectiva de M.J.Nogueira Pinto
Para conhecer a dinâmica da candidatura de MJNP, ver o Blogue - talvez o melhor das candidaturas na rede. E ainda que MJNP possa ser uma boa Presidente, e a CML fique em boas mãos, alguém a quer entregar a cidade? Não devemos lisboetas, que a sentimos bairro a bairro, rua a rua, melhor que ninguém, olhar pela cidade? MJNP certamente de acordo.Candidatos na Rede: para comparar estilos:
Sábado, Julho 30
Palavras certeiras 6 - Progressiva “Boulevardização”
- Pequenos silos de estacionamento de bairro que encorajem o repovoamento dos mesmos
- Progressiva “Boulevardização” (eléctricos, árvores, comércio, esplanadas, residência) das grandes vias rápidas urbanas, à medida que for diminuindo a pressão do automóvel individual
Manuel Graça Dias, Arquitecto in Que faria para melhorar Lisboa?/Público, 29 Julho 2005
Quinta-feira, Julho 28
Carrilho com a Comissao de Moradores
O Professor Manuel Maria Carrilho reuniu no dia 28 de Julho na JFSSP com a Comissão de Moradores para ouvir acerca dos problemas dominantes do bairro. Questões como o estacionamento, o transito, a insegurança, a reabilitação do edificado, ou a integração do bairro nos planos de pormenor da Praça de Espanha e do Campus da Universidade Nova, foram abordadas. MMC congratulou-se com os avanços efectuados no sentido da classificação do bairro, mostrou-se sensível aos problemas enunciados, nomeadamente à falta de equipamento para os jovens e crianças."Lisboa necessita de uma hierarquia de problemas", foi uma das afirmações com que se despediu da CM.
Carmona em campanha, visitou o Bairro Azul
Carmona Rodrigues visitou o Bairro Azul no passado dia 22 de Julho, a convite da Comissão de Moradores. Pode ler o resumo desta visita, na perspectiva da campanha do candidato aqui. A Comissão acompanhou-o por todas as ruas do Bairro, entrando em alguns edifícios notáveis e lojas tradicionais. Apostando na revitalização, o Professor Carmona Rodrigues foi ainda convidado a visitar um edificio onde foram realizadas diversas reconversões exemplares de escritórios em habitação.
Quarta-feira, Julho 27
Palavras certeiras 5- O que faz falta
Tierno da Silva (in Público: O que faria para melhorar Lisboa?/27 Julho 2005)
Sexta-feira, Julho 22
O meu Bairro foi melhor ..
Carmona Rodrigues defende a criação de prémio municipal que distinga anualmente o melhor bairro da cidade. Segundo o "Público", "não se trata de beneficiar um ou outro, mas dar o reconhecimento a quem luta melhor pelo seu bairro". Muito bem, Professor. Agora é necessário definir com clareza em que consiste o reconhecimento e quais as suas virtudes, em que consiste "lutar melhor" e qual a sua eficácia. E se aprovamos e estimulamos uma cultura da exigência, da iniciativa, e da responsabilização. É dessa "politica" que necessitamos, e sabermos que participação quer a câmara dos moradores e utilizadores dos bairros, quais os comportamentos que podem resultar em mudanças eficazes das condições de vida nos bairros. Certamente não o reconhecimento de esforços inconsequentes, ou de formas de bairrismo espectaculares.
Quinta-feira, Julho 21
Palavras certeiras 4 - Estadio de "idiotas"
Fernando Gonçalves, Arquitecto - in E agora Lisboa? Público, 21/07/05
Terça-feira, Julho 19
Palavras certeiras 3 - As Arvores
"O que faz falta são mais jardins públicos com árvores, uma boa política de investimento na estrutura verde urbana. Não se pode continuar a tapar o sol com a peneira. Neste momento estão a fazer-se estacionamentos a que chamam jardins porque se põe relva por cima. Faz-se muita publicidade quando se planta uma árvore, mas depois arrancam-se 30. As árvores na rua fazem muita falta porque a sua inexistência provoca problemas climáticos como um aumento da temperatura da cidade."Carlos Severo - Arquitecto (in Público: O que faria para melhorar Lisboa?/19 Julho 2005)
Palavras certeiras 2 - Responsabilizaçao
José Calisto - Associação Para a Defesa da Qualidade de Vida na 7ª Colina (in Público: O que faria para melhorar Lisboa?/18 Julho 2005)
Palavras certeiras 1 - Desertificaçao
José Calisto - Associação Para a Defesa da Qualidade de Vida na 7ª Colina (in Público: O que faria para melhorar Lisboa?/18 Julho 2005)
Segunda-feira, Julho 18
Porticos para que? Novo sistema de Via Verde?
Trajecto Pedonal por S. Sebastiao da Pedreira
A ACA-M (Associação de Cidadãos Automobilizados) propõe, entre outros - ver mapa e Site (ACA-M) - um trajecto da Baixa até São Sebastião da Pedreira, pela Rua das Portas de Santo Antão, Rua de São José e Rua de São Sebastião da Pedreira. Este trajecto surge entre outros, num "plano de pedonalização (parcial) de vias ou caminhos alternativos e paralelos às grande vias de atravessamento da cidade, procurando oferecer aos cidadãos trajectos em condições de conforto e segurança acrescidos, que possam revitalizar o património de fluxos de trânsito pedonal urbano e requalificar os espaços públicos da cidade."
Nós no Bairro Azul certamente apoiamos. Todos os lisboetas agradeceriam.
Acam - Nobrissima associaçao
Via: Localidade, Rua Ramalho Ortigão, no cruzamento com a Henrique Alves, LisboaDistrito: Lisboa
Tipo de situação: falta de passadeiras ou bermas para peões
Gravidade:
Data de registo: 30 de Março 2003
Comentário: Ausência de semáforos neste ponto, bem como de qualquer passadeira, o que dificulta muito a vida dos peões. Os automóveis circulam aqui a alta velocidade, resultando em choques e atropelamentos. (contribuído por Aníbal Henriques)
Foi assim que a Acam apoiou as dificuldades de atravessamento na Rua Ramalho ortigão. Muito Obrigado. Infelizmente o problema ficou apenas parcialmente resolvido: pintou-se passsadeira para os peões, mas ficou por cumprir a promessa de sinalização vertical e redução da velocidade. Já lá vão mais de dois anos ...
Sexta-feira, Julho 15
Melhorar Alvalade, Bairro Azul e Campo de Ourique
Quinta-feira, Julho 14
Bairro Azul via "satelite"

(Imagem retirada do site Lisboa Interactiva)
Nesta foto aérea podemos observar o formato do Bairro no seu todo, delimitado por três zonas verdes importantes: os Jardins do Palacete Mendonça (abertos ao público das 09h às 17h), os Jardins da Embaixada de Espanha (alguém sabe se serão visitáveis?) e Jardins da F.C.Gulbenkian.
blogger2 said...
vou saber o que se passa com os
jardins da Embaixada. Há muitos anos havia missa ao Domingo na capela da Embaixada. O Bairro Azul ia lá em peso.
Movimento "cidadania lx" em defesa do Bairro

Atentado ao Patrimonio no 191 da Av António Augusto de Aguiar?
Podemos ler no site Forum cidadania Lisboa:
"Este magnífico prédio está a ser objecto de vandalização pelo proprietário desrespeitando as regras impostas pelo processo de classificação do Bairro Azul. O caso já foi denunciado à CML, pois as obras não estavam autorizadas, mas o facto é que o portão de acesso as traseiras já foi destruído e zona das garagens já sofreu danos irreversíveis."
Terça-feira, Julho 12
Ate Novembro, na Ramalho Ortigao

Graças às obras no viaduto para a José Malhoa, até novembro - se os prazos forem cumpridos - disfrutamos a rua a um ritmo mais agradável e razoável, e com muito menos poluição. Vivemos um ambiente bem mais amigo das familias e das pessoas que a habitam, nela trabalham, ou por aqui passam. E não é um direito nosso? Até novembro disfrutemos pois. Eu já não saio para férias. Parto depois de o viaduto estar devidamente melhorado, para os peões que diariamente o atravessam poderem melhor saborear as vistas para o Aqueduto ( que são das melhores). Acreditam?
Até novembro, e ao rebuliço habitual.
Sexta-feira, Julho 1
Condicionantes ao licenciamento de obras no Bairro
“(…)em princípio, os projectos de recuperação de cada edifício deverão ser estudados caso a caso, com a imprescindível consulta do respectivo Processo de Obra, o que não impede que se refira que, em termos genéricos, e agora que o Bairro Azul se encontra “em Vias de Classificação”, não poderá haver intervenções que alterem significativamente a aparência exterior dos edifícios, nomeadamente quanto às cores adoptadas, as quais, na ausência de elementos informativos no seu Processo de Obra, deverão integrar-se em concordância com as existentes nas respectivas frentes edificadas.
Ainda no geral, os elementos que compõem os vãos, tais como, guarnições, caixilharias, guardas, persianas ou portadas não deverão ser alterados, nem na sua cor nem no seu modelo; o que também é válido quanto às escadas de serviço metálicas e às caixilharias de marquises no tardoz, devendo guiar-se a sua recuperação, também e sempre que possível, pelos elementos constantes nos respectivos Processos de Obra.
Também as áreas comuns interiores, designadamente os vestíbulos, patamares de acesso e escadas, na sua totalidade, deverão ser preservadas com a recuperação dos materiais e paramentos existentes, assim como os respectivos elementos decorativos e outros pormenores como sejam as caixas de correio, postigos, botoneiras, luminárias, portas, puxadores ou outros, os quais deverão ser recuperados e preservados o mais possível.
No que respeita aos elevadores actualmente instalados em muitos dos edifícios deste Bairro, apresentam, em grande parte, características próprias da época da respectiva edificação, e alguns são possuidores de inegáveis qualidades estéticas e referenciais, pelo que a sua alteração, substituição ou reconfiguração da envolvente aos respectivos “poços”, efectuada sem critério, ocasionará inevitavelmente alguma perda de valor estético e patrimonial (…) A aplicação das normas técnicas aprovadas (…) para imóveis classificados ou em vias de classificação, será avaliada caso a caso e adaptada às características específicas do edifício em causa (..).
Adverte-se ainda de que deverão ser retirados, sempre que possível, e que não se pode aceitar que actualmente ainda venham a ser colocados nas fachadas principais, elementos flagrantemente dissonantes tais como os condensadores de “ar condicionado”, antenas (parabólicas ou outras), painéis publicitários, cabos, tubagens, etc.
(…)
Informações sobre este assunto contactar:
Divisão de Património Cultural
Arqº João Reis
Palácio dos Coruchéus
Rua Alberto Oliveira, 1700 Lisboa
Telef. 21 792 46 03
Fax 21 795 17 99
Terça-feira, Maio 3
Portagem à entrada de Lisboa divide especialistas
A introdução de uma portagem à entrada dos veículos em Lisboa divide as opiniões de especialistas em transportes e urbanismo e de ambientalistas: para uns, esta não é uma medida prioritária, enquanto outros acreditam ser «inevitável».
Em Estocolmo, a aplicação de uma portagem electrónica, desenvolvida pela empresa de material informático IBM, causou no primeiro mês de funcionamento do sistema uma redução de cem mil viaturas, um quarto do total de veículos a circular nas zonas com mais tráfego da capital sueca.
A medida resultou ainda num aumento de 40.000 passageiros diários dos transportes públicos e uma «redução significativa do congestionamento de tráfego nas horas de ponta».
«Lisboa, à semelhança de outras grandes cidades, sofre de congestionamento rodoviário. A escolha da periferia como local privilegiado para se viver, depois de a capital ter perdido 300 mil habitantes nos últimos 20 anos, implica um aumento do volume de tráfego, já que a maioria dos empregos está na cidade», um crescimento que não foi acompanhado pelo sistema de transportes públicos, descreveu à Lusa Estela Viegas, da IBM Portugal.
A possibilidade de instalar um sistema semelhante em Lisboa divide as opiniões de responsáveis da área dos transportes e do ambiente e de movimentos de cidadãos.
Para o especialista em urbanismo e docente no Instituto Superior Técnico (IST) Fernando Nunes da Silva, as portagens seriam «facilmente aplicáveis» na cidade, nomeadamente na área entre a Baixa e o Campo Pequeno, abrangendo as Avenidas Novas, a «zona mais congestionada e que levanta mais problemas à gestão da mobilidade».
«Não se consegue diminuir o transporte individual sem uma forte \'penalização\' à entrada que introduza uma racionalidade na sua utilização», fazendo o condutor pensar se «vale a pena» levar o carro para determinada zona, quando sabe que terá de pagar essa entrada.
Na opinião de Nunes da Silva, a adopção desta medida não será possível, no entanto, sem «uma política para diminuir a utilização abusiva do transporte individual», como uma maior restrição ao estacionamento nesta zona da cidade.
O especialista defende ainda uma nova programação da oferta da Carris, «mais complementar ao Metro», a construção de parques dissuasores em «zonas disponíveis na cidade e junto a estações de metropolitano ou áreas bem servidas por autocarros e comboios» e a alteração dos transportes a nível da Área Metropolitana de Lisboa.
Carlos Moura, do núcleo de Lisboa da associação ambientalista Quercus, acredita que a utilização de uma portagem electrónica na capital é «uma medida inevitável, que terá mesmo de funcionar dentro de anos», considerando que permitiria «reduzir o trânsito dentro da cidade e diminuir a poluição sonora e do ar».
Para o ambientalista, uma medida deste tipo terá de ser complementada com o reforço dos transportes públicos.
Também Manuel João Ramos, presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), disse à Lusa ser «favorável» à criação de «limites à entrada na cidade».
O responsável frisou, no entanto, que as medidas para controlar o trânsito não passam apenas pela instalação de portagens nem entradas condicionadas, mas também pela «necessidade de repensar as cidades».
«É preciso coragem política para definir uma política de mobilidade. Os técnicos devem cumprir o que o político quer, mas em Lisboa tem acontecido sempre o contrário», criticou.
Já o movimento de cidadãos Fórum Cidadania Lisboa mostra-se céptica em relação a esta iniciativa.
«Enquanto medida isolada, seria apenas mais um meio para lançar mão a um imposto indirecto e, como tal, mais uma fonte de receita para o Estado», considerou, em declarações à Lusa, Paulo Ferrero.
Na opinião do representante do movimento de lisboetas, os transportes colectivos «são maus, não são de fiar, não têm interfaces eficazes, nem há ligações rápidas de metro de superfície a quatro ou cinco pontos nevrálgicos à entrada de Lisboa».
«Resta saber se será necessária qualquer portagem, no caso de a Câmara de Lisboa, os municípios da Área Metropolitana e o ministério dos Transportes resolverem entender-se e realizar uma série de investimentos estruturantes, como efectivos interfaces à entrada da capital, ligações eficientes aos centros das cidades periféricas, parques de estacionamento efectivamente dissuasores e linhas de metro de superfície entre os interfaces e o centro», referiu.
«A portagem electrónica não é a melhor solução nem temos tudo preparado», acredita o especialista em transportes José Manuel Viegas, também professor no IST e responsável pelo plano de mobilidade da cidade elaborado no âmbito da revisão do Plano Director Municipal (PDM).
Uma solução mais simples é, defendeu, a instalação de uma maior diferenciação dos preços de estacionamento em Lisboa, partindo do princípio que o espaço público «é um bem escasso».
«Onde o bem é mais escasso, o preço tem de ser mais caro», nomeadamente nos locais «com saturação completa», como a Avenida da Liberdade, o Rato ou o Chiado.
Na opinião de José Manuel Viegas, «ainda não é preciso ter portagens urbanas, porque ainda podemos actuar, tarifando o veículo quando está parado e nã quando está em estacionamento».
«Há muito trabalho a fazer antes da aplicação das portagens. Esse é o fim do processo», referiu, em declarações à Lusa, a vereadora da Mobilidade da Câmara de Lisboa, Marina Ferreira (PSD).
Para a responsável, a prioridade é regular o trânsito através do estacionamento, combatendo o parqueamento em segunda fila e a reorganizando as vias para o trânsito automóvel.
«Seria completamente incongruente criar portagens sem regular o estacionamento», sublinhou a vereadora, que adiantou que «muito em breve» a autarquia lisboeta irá apresentar um «novo regulamento de estacionamento na cidade, através de sistema de Via Verde, que terá efeitos de controlo do trânsito».
A vereadora acredita que as questões da mobilidade devem implicar «um largo consenso na cidade», além de defender que os condutores devem ser sensibilizados para não andar com o carro para todo o lado.













